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Sexta-feira de Naipes

Uma das coisas que mais gosto de perder tempo com é jogar cartas, mas a maioria dos jogos de cartas só é divertido se jogado com pelo menos quatro pessoas e sinceramente, ainda não encontrei gente que goste tanto quanto eu de jogar hehe
Então, acabava sempre ficando na vontade. Até que mais ou menos um ano atrás, num domingo tedioso, eu descobri o Jogatina.
Pode ser manhã, tarde, noite ou madrugada. Sempre tem outros 3 maníacos como eu para jogar.
Mas o problema era que só podia jogar uma vez ao dia no plano gratuito e eu queria mais e mais. Aí, não aguentei e virei assinante do site.


E como cada participante tem dois minutos para fazer sua jogada, até dá pra encarar um crochezinho enquanto jogo.
Ah, o joguinho também testa tua paciência às vezes. Tem um chat embutido e ali vc pode dizer o que quiser e sempre tem um malandrinho que se acha f*d*.

Nessa semana foi só o que me apeteceu a fazer, sinceramente. Continuei uns bordados, mas faltou linha. Comprei linha e veio de um tom muuito diferente. Além do que, nessa minha vinda para Cruz Alta eu trouxe poucos bordados aí não tinha aquela variedade para eu me divertir hehe
Essa semana foi férias, férias mesmo. Pés para cima e TV.


(Des)Valorização do artesanato - parte 2



Olá! Continuei minha  pesquisa sobre artesanato e quem os faz para tentar entender um pouco sobre a desvalorização e o preconceito que a arte sofre.
Nas fotos são dois trabalhos que não fiz, mas que tive acesso pela vó que é uma grande amante do feito à mão. Ambos os trabalhos estão lindos, delicados e perfeitinhos. O que eu quero ressaltar é a diferença entre as pessoas que fizeram.

Ao lado, é um trabalho feito por uma pessoa que não tem artesanato como fonte de renda. É um pano de copa, com tecido nobre e vários detalhes. Feito em vagonite com aplicação de renda, fitinha temática.


Aqui, à direita, temos o trabalho de uma artesã que tem o artesanato como fonte de renda direta. Dá para ver que é um trabalho lindo, delicado, com avesso perfeito. Mas, o tecido é de baixa qualidade (não serve para secar a louça, que é a função da peça) e notamos também uma incrível diminuição de detalhes.




Ressalto que essa é só a minha opinião.
Em questão de preço de venda, acho que todas sabemos qual vale mais né? Mas é tão errado que chego a ficar sem palavras para escrever, a pessoa do segundo trabalho, a que precisa vender para viver não tem tempo ou dinheiro para incrementar o trabalho e por consequência tem um preço de venda menor em relação a outra artesã.
A artesã da primeira peça, usa o artesanato como renda complementar e até terapia e acaba conseguindo cativar mais atenção e um preço de venda muito maior. Eu me pergunto se a primeira artesã decidisse tornar o artesanato como renda principal, será que a qualidade iria cai? A demanda seria tanta que ela não teria mais tempo de criar sobre o básico? E não trazendo novidades, seria ela obrigada a baixar o preço?

O que é visível é que atualmente não se dá para viver como artesã somente e é exatamente isso que gostaria de mudar. Eu e a Vanessa estamos conversando sobre uma possível campanha e adoraríamos mais companheiras para elaborar, se for do interesse de alguém :) deixe um comentário ou mande um e-mail.

U900 - Banda de Amigurumis



Queimadas as gordurinhas dos trabalhos que ainda não tinha mostrado, hoje mostro um videozinho no mínimo engraçado. A música, eu direi, é péssima (no meu gosto) mas adorei a ideia.

Biscornus de Consciência


Também pedidos pela Joana.


Da primeira vez que eu bordei esses biscornus não conhecia pessoalmente ninguém que tivesse sofrido de câncer de mama, mas daquela época para cá uma professora minha teve e passa bem, mas perdi minha avó pelo mesmo motivo. Então, sempre é bom continuar insistindo na prevenção, principalmente se vc tiver histórico na família do câncer.


Em formato de biscornu é um lembrete diário, mas ainda assim um enfeite lindinho.

Vô e Vó


Vó Irena e vô Jarcy
Hoje, eles fazem 47 anos de casados. Um casalzinho que já superou tudo *-* e continuam aos beijinhos.
Dois filhos, meu tio, mais velho e minha mãe, o bebê.
Eu acho difícil imaginar mas eles já passaram mais tempo juntos do que separados. Tem três netas (incluindo eu) e um neto. Dois bisnetos e uma bisneta recém nascida.
E a minha relação com eles é tão forte que as vezes, ou melhor, frequentemente eles me chamam pelo nome da minha mãe, como se eu fosse filha deles :) a vó sempre diz que é minha mãe em dobro hehe
Parabéns pra vcs!

Quadro de Peixinhos Apaixonados


Meus peixes apaixonados foram inspirados numa obra de Romero Britto. Longe de mim me achar melhor que ele, mas eu prefiro o meu quadro, pelo simples fato que ele foi feito a quatro mãos e com muito carinho.
Sempre rola aquela história de preconceito por eu ser novinha e amar fazer artesanato, mas vários dos meus amigos já pedem coisas para mim. E nesse quadro foi assim. Eu e meu namorado o fizemos juntos. Escolhemos juntos, ele fez o risco e me ajudou a pintar algumas partes. E já escolhemos o próximo! hehe Já está riscado só falta pintar. O quadrinho já está pendurado na casa da sogra!

Não conhecia a história e quando li fiquei suspirando, então abaixo um trecho retirado do wikipédia sobre o Dia de S. Valentim:

"A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum já tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado. O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes. Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens davam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor…"  (fonte: wikipédia)

Fevereiro Romântico


Aquecimento pro Valentine's Day. Esses quadrinhos dão um trabalho, mas são tão delicadinhos *-*
Eu adoro motivos românticos, cor de rosa, rosas e cartas. Como vcs já devem ter percebido, eu gosto muito de escrever, digitar, mostrar minhas opiniões [reservando meu direito de mudar de opinião], argumentar, mas gosto muito mais de fazer isso no papel, tenho agenda, caderno de anotações, caderno de ideias, bloquinhos.   E o envelopinho desse quadradinho me lembrou do quanto isso está perdido. Eu mantenho vivo enquanto posso, sempre escrevo cartinhas pras amigas, pro namorido e guardo todas as que recebo :)

Enfim...
Promessas de início de ano: eu vou manter atualizado todos os SALs que eu iniciei hehe
Só não comecei o quadro com árvores que eu escolhi porque estou ainda na dúvida do tecido. Hoje a Léa me falou de um site que vende meadas de DMC e microetamine [que eu tô querendo demaaais]. Não comprei ainda, mas deixo o link caso alguém se interesse também, o Armarinhos Santa Terezinha. Como eu já falei, eu comprei um tecido meio imitação de microetamine, mas ele é super áspero. Dúvidas, dúvidas.

Laranja é o novo rosa...


...ou será que não? Esses dois biscornus eu já tinha feito antes para um SAL do fórum Fazendo Arte em Ponto Cruz. O laranja aqui e o rosa aqui
Falando da valorização de artesanato, algumas gurias falaram que só valoriza quem faz e pode ser verdade, pois esses biscornus foram refeitos para a Joana que também é arteira, portanto sabe valorizar.


Espero que ela goste, pois ficaram um pouco diferentes dos originais. Primeiro porque não anotei as cores que fiz na época, segundo porque de lá para cá meus pontinhos ficaram mais firmes e alinhados. E é bem aí que está o ponto do que a gente tem discutido, uma peça é diferente da outra, mesmo sendo feita pela mesma mão no mesmo gráfico e modelo. Aí, varia de pessoa para pessoa achar isso uma qualidade ou um defeito. A cliente pode ficar feliz por ter um modelo sem igual ou triste porque pediu esperando outra coisa.
Eu particularmente gostei, mas sou suspeita :)

Biscornu Kokeshi I


Finalmente peguei a foto do biscornu Kokeshi I, tinha mostrado o bordado pronto aqui. Assim que ficou pronto virou um porta-celular, eu achei que ficou um biscornu muito feio talvez se eu tivesse colocado mais fibra, aí o Salada [namorido] gostou e guarda no quarto dele.
A terceira kokeshi tá me dando um trabalho, peguei ela para bordar na virada do ano, eu estava meio adoentada e bordei com cor errada vou ter que desmanchar, aí nem peguei nela desde então.
Os bordados estão parados por aqui, a maior parte das coisas está empacotada esperando a mudança, a casa uma bagunça e sempre tem tanta coisa para fazer que quando o dia deixa a noite aparecer, eu durmo olhando TV hehe. Mas já estou com tantas ideias novas e estou louca para organizar tudo de novo e bordar *-*

Novidades: tô virando pé quente, ganhei no sorteio da Angel!! Ganhei uma escova progressiva de morango hmmm. Ainda bem, o cabelo tava querendo se rebelar cmg, agora virou guerra hehe

Bordando em Rosa


Linhas da Anchor 41 e 73.
A pedido da Joana, estou rebordando esse biscornu, dois deles na verdade. Bordava querendo comer essas cores!

Queria poder dizer que adorei a resposta do meu texto do post abaixo, mas fiquei mais chateada ainda. Achei que fosse só no Brasil, mas as meninas de Portugal disseram que lá é a mesma coisa.
Sabe, eu estou revendo O Clone na Globo e me lembrei de uma cena acho que da semana passada que o Mohamad foi comprar uma lingerie para a Latifah e quando ele fica sabendo do preço ele fala "mas nem é feito a mão! É industrializado!", bom se fosse assim mesmo.
Eu sei que tem muito trabalho mal feito por aí e merece preço de banana mesmo, mas a maior parte dos trabalhos são lindos, bem acabados, com materiais escolhidos a dedo.

Minha manta de bebê foi a vó que fez, 18 anos atrás. Feita em tricô e linha branca. Gente, a minha mantinha já foi usada por vários outros bebês e continua linda e branquinha! A vó só vai trocando a fitinha de acordo com o sexo do bebê [mas a minha exigência é que ela sempre volte lá pra casa, porque meus filhos vão usar também! hehe]. Artesanato bem feito é uma coisa que dura a vida toda.

Outro trabalho em tricô que eu tenho, na verdade nem é meu mesmo, é uma touca. Foi feita pela madrinha da minha mãe para a minha mãe há pelo menos 20 anos atrás e foi o acessório que me esquentou a cabeça no inverno passado.

Eu acho que alguma coisa tem que ser feita sobre isso, vou dar uma pensada no assunto.